Popularmente conhecidos como Curupiras. Plural.
A origem dos Guardiães é completamente desconhecida. Sabe-se apenas que já habitavam as Américas antes da chegada dos primeiros seres humanos.
Também não se sabe em que momento assumiram a responsabilidade de proteger as florestas. O mais provável é que essa decisão tenha sido forçada pela chegada dos primeiros humanos e seus hábitos natos de modificar o ambiente onde se instalam.
A forma original dos Guardiães também é um mistério. Sabe-se apenas que possuem uma capacidade avançada de mimetismo. A figura mais conhecida é a de uma criatura parecida com uma criança humana, pele verde, cabelos vermelhos e os pés virados para trás. Muitos estudiosos supõem que esse detalhe dos pés servisse para criar trilhas falsas e despistar caçadores. É a teoria mais aceita.
Quando os portugueses chegaram ao continente, restava apenas um deles e esta é a causa do equívoco de se considerar que existiu apenas um representante desta espécie. Considerando a longevidade dos Guardiães, sua força física e as evidências de habilidades paranormais, a causa do desaparecimento de quase toda a espécie permanece sem explicação. Todas as teorias levantadas até agora não encontram fatos sólidos e, por esta razão, não serão tratadas aqui.
O que se sabe é que o contato com os colonos europeus e a depressão resultante da solidão provocaram no último dos Guardiães (Curupira) um impacto psicológico muito forte. Por muitos anos, ele vagou pelas florestas, atacando indiscriminadamente caçadores, índios, aventureiros e até outras espécies não humanas, construindo, com isso, fama de diabrete. Não possui, até onde se sabe, qualquer relação com criaturas de origem inter-dimensional como diabretes, mboitatás, sacis, cucas etc.
Alguns pesquisadores defendem a tese de que, durante estes anos de desvario, o Curupira esteve viciado em tabaco.
É crença generalizada de que o Curupira continua a exercer seu ofício como Guardião de Floresta, mas especialistas concordam que ele abandonou o cargo há muito tempo. Continua vivo, mimetizado e adaptado a um novo modo de vida que todos os pesquisadores e teóricos, por mais estranho que pareça, se recusam a divulgar…
